Kiev continua bombardeando o Donbass, não respeitando os Acordos de Minsk e atualmente está à beira de uma agressão de grande escala. As Forças Especiais dos EUA treinam militares ucranianos face ao agravamento do conflito. O presidente norte-americano Barack Obama tenta usar Kiev para fazer o trabalho sujo, escreve Stephen Lendman na publicação Counter Punch.
O ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, prevê que, até o fim do ano corrente, o número dos soldados ucranianos treinados pelos Estados Unidos dobrará. O jornalista nota que Kiev destinou um montante adicional de 250 mil dólares para aumentar a presença militar em Donbass, apesar dos sérios problemas econômicos da Ucrânia.
O autor do artigo cita um blogueiro ucraniano, segundo o qual em breve pode começar uma escalada do conflito, “caso a situação não seja freada diplomaticamente”:
“Nas cidades da RPD (autoproclamada República Popular de Donetsk – ed.) estão sendo preparados abrigos e, o que é interessante, está sendo considerada a possibilidade de ataques aéreos.”
Segundo o vice-presidente do Conselho Nacional da autoproclamada República Popular de Lugansk (RPL), Vladislav Dainego, Kiev quebrou todos os pontos dos Acordos de Minsk. O autor do artigo opina mesmo que o conflito ucraniano nunca cessou.
“Acontecem diariamente bombardeios contra bairros residenciais e lugares públicos. Obama quer a guerra, e não a paz, e faz todo o trabalho sujo pelas mãos dos intermediários de Kiev,” escreveu.
A Ucrânia realiza desde meados de abril de 2013 uma operação militar contra as forças independentistas no leste do país que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas que chegaram ao poder após um golpe de Estado em Kiev.
As autoridades da Ucrânia, juntamente com os EUA e a União Europeia, acusam a Rússia de interferir os assuntos interinos, mas Moscou tem repetidamente declarado que tem nada a ver com a situação grave na Ucrânia. Mais do que isso, a Rússia tem repetidas vezes declarado que está interessada na resolução pacífica do confronto.
Segundo os últimos dados da ONU, neste conflito já morreram mais de seis mil civis.
http://br.sputniknews.com/mundo/20150816/1875067.html#ixzz3j0jy3I5S


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