Por Roberto Lopes
Emissários do Primeiro-Ministro sueco Stefan Löfven formalizaram, a representantes da Administração do Primeiro-Ministro indiano Narendra Modi, a oferta de montar uma linha de produção dos caças Gripen NG na Índia.
A proposta foi apresentada durante uma reunião entre as partes que aconteceu na cidade de Mumbai (antiga Bombaim) no último dia 15 de fevereiro.
A ideia de produzir os caças suecos em território indiano não é nova. Ela já havia sido debatida pelos dois governos algumas vezes, de forma semi-oficial. E em pelo menos uma dessas oportunidades a discussão contou com representantes do Grupo SAAB, fabricante da aeronave.
A decisão de oficializar a proposta foi tomada depois que, no fim de janeiro, o presidente francês, François Hollande, fechou um acordo de cooperação militar com Modi, entendimento que aplainou o caminho para a venda de 36 caros caças Rafale à Aviação Militar indiana.
Caça Dassault Rafale
Os suecos entendem que a renovação do componente de combate da Força Aérea da Índia pode requerer até 400 aviões, e decidiram insistir com sua ideia de produzir o Gripen no país asiático.
No início dos anos de 2000, o jato sueco participou de uma concorrência aberta pelo Ministério da Defesa da Índia para adquir aeronaves de combate. Seus competidores foram o Eurofighter Typhoon, o Rafale, o Mig-35, o Boeing F-18 e o Lockheed Martin F-16. A disputa foi anulada sem que houvesse um vencedor, mas os franceses mantiveram a oferta do Dassault Rafale e o lobby na capital indiana.
A Dassault imaginava que pudesse vender 126 Rafales aos indianos, mas só obteve clearance para apresentar as condições de oferta de 36 unidades. E mesmo essa negociação ainda não chegou ao fim, por causa dos valores envolvidos na operação: tanto os relativos ao preço unitário do Rafale quanto os referentes ao offset que a indústria francesa precisará assumir.
Plano Brasil


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