Avolumam-se, nos jornais, os sinais de insatisfação mútua entre Michel Temer e Henrique Meirelles.
Meirelles não deu a Temer a redução do déficit público prometida e o reaquecimento da economia.
Temer não deu a Meirelles a aprovação modelo “blitzkrieg” das reformas e e, pior, não entregou o posto de Ministro do Planejamento ao Ministro da Fazenda, que já pegara para si a área previdenciária. Ao contrário, manteve lá Romero Jucá, pela interposta pessoa de Dyogo de Oliveira que, não sendo nada, não é ninguém.
Se Temer não deu a Meirelles as vitórias rápidas que pretendia, também não deu a ele a derrocada rápida de seu Governo, o que levou Meirelles à precipitação de oferecer-se para continuar, com outro presidente.
Pretensão e água benta cada um usa quanto bem lhe aprouver, mas isso deixa sequelas.
Meirelles sempre se portou no Governo como o “la garantía soy yo” ao mercado de que o fisiologismo temerista não tomaria conta da administração e que os cortes seriam desumanos, impiedosos.
Agora, com os burros a caminho da água, já não tem tantas segurança assim para oferecer ao capital.
Uma prova eloquente disso é o baixo nível de adesão ao “segundo tempo” do programa de repatriação de capitais enviados para o exterior de forma não declarada. (Vejam como é bonito o nome para evasão de divisas!)
Previa-se R$13 bilhões, reduziu-se a estimativa a R$ 3 bilhões agora e, do que foi entregue à Receita até semana passada, se pago no vencimento, soma-se apenas R$ 0,8 bi.
Certamente não é por falta de dinheiro brasileiro lá fora. É que, apesar das estimativas do “mercado”, já não se tem certeza de que isso será, apesar dee “lavar o dinheiro” um prejuízo aceitável. Se você traz um milhão de dólares a R$ 3,15, paga 35% de imposto e multa e o dólar vai a R$ 3,40 ficou com US$ 600 mil, simples assim.
A situação entre Meirelles e Temer tende a piorar, à medida em que se aproxima um “shut down” – um “desligamento” por falta de recursos – de parte da máquina pública, politicamente mais (se ainda é possível falar em mais, a esta altura – para o atual ocupante do Planalto, obrigado a distribuir verbas para permanecer lá.
A lógica do massacre recessivo vai se retroalimentando e devorando todos os seus personagens.
O Brasil não sairá deste rodamoinho sem um choque de credibilidade chamado eleição.
altamiroborges


Na minha humilde opiniao; Temer era de dentro do governo do pt e viu o crescimento do pib brasileiro e certamente nao e um analfabeto politico; logo o pais nao deveria estar no banho maria. Logo: solta-se as pitbuls brasileiras(empresas)e o Bndes pra fazer negocios e diminui se puder as ingerencias excessivas da policia e justica federal na economia e politica brasileira.
ResponderExcluirGleisi exibe moral apodrecida ao dizer que previdência de R$ 9 milhões de Lula é “perfeitamente legal”
ResponderExcluirA senadora Gleisi Hoffmann disse nesta segunda (24) que a origem do dinheiro de Lula na previdência privada é legítima. Ela afirma que os R$ 9 milhões bloqueados pela justiça são oriundos das palestras de Lula.
Claro que ela escondeu um detalhe: as próprias palestras de Lula estão sob investigação da Justiça faz um bom tempo. O aporte feito de uma vez aumenta a suspeita.
Mas mesmo que o dinheiro fosse lícito, o fato de ser “legal” não significa que seja moral fazer pose de “coitadinho pobre” diante de seu eleitorado por tanto tempo e depois aparecer com R$ 9 milhões numa previdência privada.
O mero fato de Gleisi falar em “legalidade” quando o assunto está na esfera do debate moral é um sinal de moral apodrecida da senadora.
E olhe que estamos considerando a hipótese mais caridosa: a de que o dinheiro seja lícito. Quem acredita nisto? Mas independentemente disto, Gleisi se comportou feito uma aberração.
https://ceticismopolitico.com/2017/07/25/gleisi-exibe-moral-apodrecida-ao-dizer-que-previdencia-de-r-9-milhoes-de-lula-e-perfeitamente-legal/