
O jornal alemão Hannoversche Allgemeine Zeitung acredita que as relações econômicas e políticas germano-ucranianas podem ser prejudicadas devido ao agravamento da situação no Estreito de Kerch. Os autores do artigo estão convencidos de que agora o lado ucraniano não precisa de um conflito com a Rússia, já que a economia alemã é cautelosa com o surgimento de tensões políticas e militares entre seus parceiros.
Vale a pena notar que em 29 de novembro em Berlim, começará o Fórum Econômico Alemão-Ucraniano, que é muito importante para o desenvolvimento das relações entre Kiev e os investidores alemães. A conferência de investimentos deverá contar com a participação do primeiro-ministro da Ucrânia, Vladimir Groysman, da chanceler alemã, Angela Merkel, e do chefe da Associação Federal das Câmaras de Comércio e Indústria da Alemanha, Eric Schweizer.
Na edição alemã, eles enfatizam que, devido à colisão no Estreito de Kerch, o fórum pode não ser formado, porque "a economia alemã tem medo do novo choque ucraniano".
Uta Kokhlovsky-Kadzhaya, chefe do Comitê Oriental e da Associação da Economia Alemã para a Cooperação com os Países do Leste Europeu, disse que a situação entre a Federação Russa e a Ucrânia no Mar de Azov era "muito perturbadora" para os investidores alemães, pois poderia haver um forte conflito.
Ela acrescentou que os portos ucranianos em Mariupol e Berdyansk são componentes importantes do comércio entre a Alemanha e a Ucrânia, e que Kiev deve estar extremamente interessado em resolver rapidamente o conflito com o lado russo.
Hoje, cerca de 2 mil empresas ucranianas operam às custas dos investimentos alemães. Segundo os jornalistas do Hannoversche Allgemeine Zeitung, o conflito russo-ucraniano no Estreito de Kerch poderia levar a economia alemã a parceiros mais estáveis.
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