
O Ministério dos Negócios Estrangeiros húngaro recebeu garantias da Gazprom de que, se o trânsito de gás não fosse prolongado através do GTS ucraniano, a Hungria ainda receberia gás através de outros canais. Isso foi anunciado pelo ministro das Relações Exteriores e Comércio do país, Peter Shiyarto. O texto da declaração foi publicado site do Ministério das Relações Exteriores da Hungria.
"Hoje, o chefe da Gazprom, Miller e eu assinamos um acordo sobre as garantias de fornecimento de gás natural para a Hungria, independentemente da conclusão de um acordo de trânsito entre a Rússia e a Ucrânia. Devemos sempre considerar o pior cenário possível ao planejar a segurança do fornecimento de energia de um país".
- disse o ministro, acrescentando que em caso de término do trânsito pelo território da Ucrânia, a Hungria poderá comprar parte do gás na Áustria, mas está aguardando o comissionamento do gasoduto da Turquia, que será capaz de compensar o "gás ucraniano".
Mais cedo, o chefe da Naftogaz, Andrei Kobolev, disse que a Gazprom estava preparando a Europa para parar o fornecimento de gás através do GTS ucraniano.
O acordo entre a Rússia e a Ucrânia sobre o trânsito de gás para países europeus expira em 31 de dezembro de 2019. O novo acordo entre os países não está concluído, apesar de uma rodada de negociações. A Europa, que é mediadora nestas negociações, insiste que o documento deve ser assinado por um período de mais de 10 anos, e os volumes de gás devem ser "atrativos", inclusive para investidores que serão convidados a modernizar o GTS ucraniano. A segunda rodada de negociações está marcada para maio.
A Gazprom disse anteriormente que o gasoduto Turk Stream entrará em operação até o final deste ano, e o Nord Stream 2 vai demorar um pouco mais. Na ausência de circunstâncias imprevistas, sua construção será concluída no final de 2019, mas o comissionamento ocorrerá em 2020.
topwar


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