
É o que apontam as investigações preliminares do acidente divulgadas hoje pelo governo etíope. "Uma falha "repetida" no software de controle automático de voo da aeronave fez com que o procedimento de parada fosse ativado, o que causou a queda da aeronave", revelou hoje, na capital Adis Abeba, a ministra dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges.
O piloto fez várias tentativas para retomar o controle da aeronave, mas não alcançou seu objetivo, pois não parava de ativar uma função que colocava o avião "para baixo". Em uma coletiva de imprensa, a ministra etíope explicou que tanto o piloto quanto toda a tripulação receberam o treinamento apropriado e seguiram todos os procedimentos detalhados no manual de operação da Boeing. Portanto, o governo etíope, com base nas principais conclusões da investigação preliminar que será divulgada no próximo mês, conforme determina as normas internacionais, recomendou que a empresa norte-americana verificasse seu software e o restante das tecnologias instaladas nesse tipo de aeronave.
Além disso, pediu para que as autoridades da segurança aérea que revisem cuidadosamente a tecnologia das aeronaves Boeing 737 Max 8, que estão paradas em todo o mundo como consequência da tragédia, antes que voltem a operar novamente. Estas são as primeiras conclusões divulgadas após a investigação das caixas-pretas do avião, que está sendo realizada na França. Uma investigação do jornal americano The Wall Street Journal já havia revelado ontem que os pilotos do avião da Ethiopian Airlines seguiram os passos de emergência estabelecidos pela fabricante aeronáutica para recuperar o controle do avião, mas não tiveram sucesso.
O avião caiu em 10 de março, seis minutos depois de decolar de Etiópia, Adis Abeba, matando todos que estavam a bordo. A aeronave foi incluída na frota da Ethiopian Airlines em novembro do ano passado. O modelo 737 MAX 8 foi lançado em 2016. Trata-se da versão mais recente da família 737, a aeronave de passageiros mais vendida no mundo.

ADDIS ABEBA, 4 ABR (ANSA) - Um relatório preliminar sobre a investigação da queda do Boeing 737 Max 8, da Ethiopian Airlines, revelou nesta quinta-feira (4) que o os pilotos seguiram "várias vezes" os procedimentos recomendados pela companhia para controlar o avião. De acordo com o documento, a tragédia, que deixou 157 mortos, sendo oito italianos, pode ter sido ocorrida devido a uma falha no software do sistema de controle automático de voo.
Apesar de seus esforços, os pilotos "não conseguiram controlar a aeronave", informou a ministra dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges, durante coletiva de imprensa. Segundo ela, "o sistema de controle de voo da aeronave deve passar por uma revisão". Após a revelação do relatório, o presidente-executivo da Ethiopian Airlines, Tewolde GebreMariam, disse estar "muito orgulhoso" do "alto nível de desempenho profissional" dos pilotos, que "cumpriram todos os procedimentos de emergência".
uol
OBS:a Gol utiliza 8 aeronaves desse avião kamikaze da Boeing,e disse que não vai cancelar as compras de um segundo lote já aguardado...caso viaje pela companhia procure saber em qual aeronave vai embarcar se não quiser embarcar em uma roleta russa que pode ti lançar como um míssil contra o chão.


Se eu viajar de avião e a aeronave for essa, cancelo a reserva, mudo de horário ou de companhia. Simples assim.
ResponderExcluireu viajei nessa aeronave a alguns meses atrás,essa tragédia podia ter acontecido comigo e com os demais passageiros do meu voo.
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