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domingo, 6 de agosto de 2017

Capacidades de mísseis chineses podem esfriar 'cabeças quentes' dos EUA

A crescente tensão e os múltiplos desacordos entre os jogadores globais já levaram a duras declarações, comparáveis com ameaças diretas. Talvez a mais preocupante tenha sido a recente afirmação de um general norte-americano sobre um hipotético ataque nuclear contra a China.
Veículos militares transportam mísseis balísticos de curto alcance DF-15B passando pela Porta de Tianamen durante a parada militar em homenagem aos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial, Pequim, China, 3 de setembro de 2015
Na realidade, a teoria de um conflito nuclear que começasse com um lançamento de mísseis, dominante há umas décadas, agora é obsoleta, afirma o especialista militar russo Ilia Plekhanov em seu artigo para a Sputnik.


Pelo contrário: os analistas militares estão de acordo que as partes beligerantes não recorrerão à "última solução" até o fim, utilizando sanções, ciberataques e outras medidas assimétricas até que todas as opções se esgotem, aponta o autor do artigo.

A penúltima medida será a guerra convencional, dominada hoje em dia por armas de alta precisão capazes de desmantelar rapidamente a capacidade bélica do inimigo.

Assim, os mísseis de cruzeiro representam atualmente uma ameaça quase igual às armas nucleares.

As capacidades de mísseis da China

Ilia Plekhanov são referidas no relatório do Centro para a Nova Segurança dos EUA (CNAS, na sigla em inglês), dedicado ao programa de mísseis não nucleares da China.
Os autores lembram que o governo chinês ficou impressionado com a vitória bem-sucedida dos EUA no Iraque, facilitada pelo uso de mísseis de cruzeiro de alta precisão.
Por isso, Pequim deu impulso ao programa de mísseis balísticos de curto e médio alcance, sem se focar nas armas intercontinentais de longo alcance.
Atualmente, segundo as estimativas do Pentágono, a China possui uns 1.500 mísseis balísticos de curto e médio alcance e uns 300 mísseis de cruzeiro. A precisão dos projéteis também aumentou, alcançando um desvio máximo entre 5 e 10 metros.
Além disso, os militares da China organizam treinamentos regulares que compreendem ataques com mísseis contra polígonos que imitam as bases militares dos EUA e do Japão na região.
O golpe-relâmpago preventivo
De acordo com o relatório do CNAS, um ataque preventivo com mísseis contra alvos militares dos EUA poderá ser "uma realidade", especialmente caso a China "considere seus interesses estratégicos ameaçados".
Por outro lado, os próprios analistas do centro reconhecem que Pequim não recorrerá a um ataque militar antes de estarem esgotadas todas as medidas de dissuasão disponíveis, oferecendo ao oponente a possibilidade de se retirar.
"É preciso um grande esforço para levar a China a desencadear um ataque nuclear. Por exemplo, uma brusca concentração de forças dos EUA na região caso a situação em torno de Taiwan se agrave pode servir de pretexto", opina Ilia Plekhanov.
No entanto, a mera possibilidade da China lançar ataques contra as bases dos EUA na região muda as 2regras do jogo" para os norte-americanos na Ásia, sublinha o especialista.
"Os norte-americanos entendem que, caso o conflito atinja a "fase quente", nos primeiros minutos os mísseis chineses podem superar a defesa aérea norte-americana, bloquear navios de guerra nos portos japoneses, destruir todas as pistas de decolagem de seus aeródromos, assim como todos os postos de comando e centros logísticos", nota o autor do artigo.
Assim, Washington poderia ser obrigado a revisar suas pretensões de domínio militar e político no Pacífico, conclui o especialista.

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