A embaixada do Irã em Beirute, no Líbano, foi alvo de duas explosões nesta terça-feira que deixaram mortos e feridos. Imagens ao vivo do local exibidas na televisão mostraram corpos queimados no chão e destroços de vários veículos em chamas. Equipes de resgate e moradores carregavam algumas vítimas em cobertores. Foto: AP
O Irã acusou nesta terça-feira Israel de estar por trás dos dois atentados suicidas ocorridos em Beirute, antes das Brigadas de Abdullah Azzam assumirem o ataque, que deixaram pelo menos 20 mortos e no qual um diplomata iraniano ficou gravemente ferido, segundo fontes oficiais.
Marzie condenou "energicamente" o que qualificou de "atentado desumano".
A porta-voz indicou que o adido cultural da Embaixada, Ebrahim Ansari, ficou gravemente ferido e se encontra hospitalizado, embora negou que tenha falecido, como foi informado em um primeiro momento, segundo a agência de notícias oficial iraniano "Irna".
Marzie assegurou que o Irã seguirá de perto as investigações sobre o fato "levando em conta que ocorreu perto da Embaixada", situada no bairro de maioria xiita de Al Yinah, no sul de Beirute.
Marzie lamentou a morte no ataque das vítimas tanto libanesas como estrangeiras.
Pelo menos 20 pessoas morreram e perto de 100 ficaram feridas nas duas explosões, segundo fontes oficiais libanesas.
Os guardas da sede diplomática trataram de impedir que os suicidas, que conduziam um veículo e um moto, irrompessem no complexo da embaixada, informou a agência oficial libanesa ANN.
Um deputado do grupo xiita Hezbollah (aliado do regime iraniano e que tem uma de suas sedes neste bairro), Ali al Omar, disse à imprensa no local do atentado que é obra dos grupos "takfiríes" (extremistas sunitas).
As imagens divulgadas pela rede libanesa Al Mayadin, financiada pelo Irã e com escritório nesse bairro, mostraram civis em chamas e seus próprios vizinho tentando apagar o fogo.
Defesa Net


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